março 4, 2026

𝐂𝐞𝐫𝐢𝐦ó𝐧𝐢𝐚 𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐨 𝟓𝟎º 𝐀𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬á𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐈𝐧𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐍𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐨ç𝐚𝐦𝐛𝐢𝐪𝐮𝐞

by CAE CPLP in Moçambique

No passado dia 25 de junho de 2025, Moçambique assinalou 50 anos de sua independência. A cerimónia central teve lugar na capital moçambicana Maputo, nomeadamente no histórico Estádio da Machava, Estádio da Independência Nacional a partir da referida data, local onde o primeiro presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel, proclamou a independência nacional daquele país, às 0 (zero) horas de 25 de junho de 1975, após uma luta contra o regime colonial português iniciada a 25 de setembro de 1964.

A cerimónia central, dirigidas pelo presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, contaram com a participação de 32 chefes de Estado, incluindo da Guiné-Bissau Umaru Sissoco Embaló, e de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, bem como de antigos estadistas moçambicanos, membros do governo e de partidos políticos, representações diplomáticas e sociedade civil,

Para além do discurso oficial do presidente da república, as cerimónias centrais incluíram a deposição de uma coroa de flores no monumento aos heróis moçambicanos, desfiles militares, momentos culturais, sendo o ponto mais alto o erguimento da chama da unidade, pelo atual e antigos estadistas, símbolo da unidade e esperança do povo moçambicano, após a passagem, durante 79 dias, por todos os  161 distritos de todas as províncias moçambicanas, partindo da província de Cabo Delgado, a norte do país, e terminaram com um almoço oferecido pelo Chefe de Estado moçambicano, no Palácio da Ponta Vermelha, aos Chefes de Estado convidados

A comemoração da efeméride decorreu sob o lema “Consolidando a Unidade Nacional, a Paz e o Desenvolvimento Sustentável”, e envolveram toda a sociedade moçambicana na promoção de valores como paz, reconciliação, identidade nacional e coesão.

No seu discurso, o Presidente da República Daniel Chapo ressaltou que a unidade nacional não é um dado adquirido, mas um esforço contínuo que exige o envolvimento de cada moçambicano. Destacou o papel de Moçambique como um país solidário com outros povos africanos que, no passado, enfrentaram regimes opressores, tendo sido um dos primeiros Estados a apoiar ativamente as lutas contra o apartheid na África do Sul e Namíbia, bem como contra o regime de minoria branca de Ian Smith, na antiga Rodésia, hoje Zimbabué, solidariedade que custou caro ao país – foi alvo de ataques sistemáticos por parte dos regimes racistas da região, mas manteve-se firme na sua posição.

Enalteceu o espírito de interajuda africana que sustentou a libertação daquele país, ressaltando países vizinhos como a Tanzânia, Zâmbia, Maláui, Botsuana e Suazilândia, bem como parceiros ideológicos e militares estratégicos como Cuba, China, Vietname, Argélia, e Rússia que apoiaram o povo moçambicano durante a sua epopeia libertária.

Ressaltou os principais desafios que se colocam a paz, segurança e desenvolvimento de Moçambique nomeadamente a nível da educação, saúde e infraestruturas, bem como a insegurança e instabilidade em algumas regiões do país, decorrentes de ataques terroristas,  a pobreza e o desemprego, e propensão do país a desastres naturais cíclicos decorrentes de ciclones, cheias e inundações, em consequência das mudanças climáticas globais e da sua localização na zona de confluência intertropical na costa do Oceano Índico, instando a união, determinação e engajamento de moçambicanos na sua mitigação.

Fotos de ocasião

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