No passado dia 25 de junho de 2025, Moçambique assinalou 50 anos de sua independência. A cerimónia central teve lugar na capital moçambicana Maputo, nomeadamente no histórico Estádio da Machava, Estádio da Independência Nacional a partir da referida data, local onde o primeiro presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel, proclamou a independência nacional daquele país, às 0 (zero) horas de 25 de junho de 1975, após uma luta contra o regime colonial português iniciada a 25 de setembro de 1964.
A cerimónia central, dirigidas pelo presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, contaram com a participação de 32 chefes de Estado, incluindo da Guiné-Bissau Umaru Sissoco Embaló, e de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, bem como de antigos estadistas moçambicanos, membros do governo e de partidos políticos, representações diplomáticas e sociedade civil,
Para além do discurso oficial do presidente da república, as cerimónias centrais incluíram a deposição de uma coroa de flores no monumento aos heróis moçambicanos, desfiles militares, momentos culturais, sendo o ponto mais alto o erguimento da chama da unidade, pelo atual e antigos estadistas, símbolo da unidade e esperança do povo moçambicano, após a passagem, durante 79 dias, por todos os 161 distritos de todas as províncias moçambicanas, partindo da província de Cabo Delgado, a norte do país, e terminaram com um almoço oferecido pelo Chefe de Estado moçambicano, no Palácio da Ponta Vermelha, aos Chefes de Estado convidados
A comemoração da efeméride decorreu sob o lema “Consolidando a Unidade Nacional, a Paz e o Desenvolvimento Sustentável”, e envolveram toda a sociedade moçambicana na promoção de valores como paz, reconciliação, identidade nacional e coesão.
No seu discurso, o Presidente da República Daniel Chapo ressaltou que a unidade nacional não é um dado adquirido, mas um esforço contínuo que exige o envolvimento de cada moçambicano. Destacou o papel de Moçambique como um país solidário com outros povos africanos que, no passado, enfrentaram regimes opressores, tendo sido um dos primeiros Estados a apoiar ativamente as lutas contra o apartheid na África do Sul e Namíbia, bem como contra o regime de minoria branca de Ian Smith, na antiga Rodésia, hoje Zimbabué, solidariedade que custou caro ao país – foi alvo de ataques sistemáticos por parte dos regimes racistas da região, mas manteve-se firme na sua posição.
Enalteceu o espírito de interajuda africana que sustentou a libertação daquele país, ressaltando países vizinhos como a Tanzânia, Zâmbia, Maláui, Botsuana e Suazilândia, bem como parceiros ideológicos e militares estratégicos como Cuba, China, Vietname, Argélia, e Rússia que apoiaram o povo moçambicano durante a sua epopeia libertária.
Ressaltou os principais desafios que se colocam a paz, segurança e desenvolvimento de Moçambique nomeadamente a nível da educação, saúde e infraestruturas, bem como a insegurança e instabilidade em algumas regiões do país, decorrentes de ataques terroristas, a pobreza e o desemprego, e propensão do país a desastres naturais cíclicos decorrentes de ciclones, cheias e inundações, em consequência das mudanças climáticas globais e da sua localização na zona de confluência intertropical na costa do Oceano Índico, instando a união, determinação e engajamento de moçambicanos na sua mitigação.


Fotos de ocasião